Lusofonia

Escritor Daniel Bastos apresentou “Terra” em Paris

  • Category: Notícias
  • Published: Monday, 09 February 2015 19:54
  • Written by Lusofonia

7No passado sábado (7 de fevereiro), o escritor português Daniel Bastos apresentou o seu mais recente livro de poesia “Terra” em Paris.

A obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue (Português e Francês), com tradução do docente Paulo Teixeira, e que conta com ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor Gérald Bloncourt, Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França, foi apresentada pelo Diretor do Luso-Jornal, um jornal de referência da comunidade lusófona em França, Carlos Pereira.

No decurso da sessão de apresentação no Lusofolies, um novo espaço culturalda comunidade lusófona em França, situado no chamado "viaduto das artes”, que se encheu de compatriotas, Carlos Pereira assinalou o percurso literário de Daniel Bastos no campo da História, salientando que esta incursão do autor natural de Fafe na poesia, tal como nos seus anteriores livros de carácter histórico, revela uma estreita ligação às suas raízes que o prendem à terra, a Portugal e às comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Por seu lado, o escritor minhoto, que agradeceu a receção calorosa por parte da comunidade emigrante, em particular do promotor cultural do Lusofolies, João Heitor, um homem das letras, dos livros, e da lusofonia, e de Parcidio Peixoto, Conselheiro das Comunidades Portuguesas em França, assegurou que a poesia é sinónimo de liberdade, de cultura e de solidariedade, e que nesse sentido a apresentação do livro em Paris era também uma homenagem às vítimas dos recentes ataques terroristas em França, assim como de reconhecimento pelo trabalho dos nossos emigrantes na construção de pontes entre povos e culturas.

Refira-se que estão programadas ao longo do presente ano, outras sessões de apresentação da obra poética em cidades europeias, e que o escritor e historiador português está já a trabalhar num novo livro com o fotógrafo francês Gérald Bloncourt que irá abordar a história da emigração portuguesa para França entre 1954 e1974.

Descoberta da identidade diferenciadora e o amadurecimento da ficção televisiva lusófona

  • Category: Notícias
  • Published: Monday, 17 February 2014 12:48

Na Lusófonia o único país capaz de competir com as produções televisivas globais de forma contínua, é o Brasil.
Apesar de Portugal estar em crise e obter algum nível de apoio cultural, as suas produções, com algumas décadas de experiência, começam a ser reconhecidas pela sua alta qualidade, dotado de excelentes recursos humanos na área.
Os países lusófonos importam artistas, escritores e diretores de outros países lusófonos para as suas produções e existem cada vez mais co-produções entre os países da Lusofonia.
Brasil sempre esteve presente nos prêmios internacionais nas últimas décadas, e recentemente outros países lusófonos têm também participado nestas grandes galas. O Brasil contribui muito para o desenvolvimento da língua Portuguêsa em todo o mundo, e pertence à indústria de TV global.
Outros países lusófonos estão a produzir as suas novelas e séries procurando a sua identidade distinta. Da mesma forma como os japoneses criaram a sua própria produção de animações (anime), que são reconhecidas por todos.
Embora as novelas brasileiras estejam presentes na televisão mainstream com grandes produções de elevados investimentos e lucros ao nível de uma indústria global, na minha humilde opinião estão a começar uma fase normal de desleixo devido ao sucesso que tem sido ininterrupto ao longo de décadas.
As produções portuguesas, como previamente indicado estão cada vez mais maduras, apesar de continuar a criar filmes, séries e novelas, na minha opinião são muito fortes nas séries históricas.
Este tipo de ficção como entretenimento, séries históricas, como um agente ativo da memória coletiva e como uma chave para interpretar simbolicamente o passado comum, acho que é a chave para diferenciar identidade de notoriedade Lusófona em produções televisivas.

As novelas portuguesas começam cheias de tesão e terminam sem gozar

  • Category: Notícias
  • Published: Saturday, 28 September 2013 11:48

O(s) primeiro(s) episódio(s) de algumas novelas portuguesas começam com algum glamour, mas depois parece que se sentam à sombra da bananeira e deixam de acurar nos detalhes.

Já existiram começos espetaculares em Moçambique, Marrocos e outras paragens com a qualidade semelhante aos bons filmes, mas na mesma semana perde automaticamente esse efeito atrativo. Qual é o objetivo é prender um pouco a audiência?

Mesmo que a qualidade do argumento se mantenha, alguma audiência será perdida pois existem pormenores necessários para os espectadores serem cativados.

Por exemplo, a novela Sol de Inverno, começou com espetaculares imagens em Moçambique e excelentes planos e cenários em Portugal, com um argumento fascinante, passado uma semana já caiu naquele marasmo em que as novelas portuguesas tendem a cair.

As novelas portuguesas são muito paradas, com um argumento que desenvolve muito devagar, pouca espontaneidade e alguma infantilidade. Os argumentos nem sempre estão ao rubro, a direção de atores é muito murcha, as cenografias são muito pouco variadas e apáticas. Fazer boa ficção sem grandes recursos financeiros, em Portugal só se consegue discernir nos primeiros episódios.

É verdade que não se faz ficção sem dinheiro e investimento, mas existem situações em que isso são apenas desculpas esfarrapadas, o custo de dar mais vivacidade às cenas é mais humano que material…

As línguas mais faladas no mundo lusófono são o Umbundu, Kimbundo e Emakua

  • Category: Notícias
  • Published: Tuesday, 30 July 2013 11:53

Não contando com a língua portuguesa as línguas mais faladas e pertencentes a todo o mundo lusófono são o Umbundo, Angola (>4 milhões), Kimbundo, Angola (>3 milhões) e Emakua, Moçambique (2,5 milhões).

Existem centenas de línguas nacionais, nativas, dialetos, crioulos e outras categorias linguísticas, nos países que falam português, todavia infelizmente a maioria já caiu em desuso ou tem poucos falantes.

Resultado da extrema diversidade, e ao contrário de muitos outros países qualquer uma destas línguas nacionais de Angola e Moçambique são minoritárias face à sua população total, pois existem mais de 10 línguas com mais de 1 milhão de falantes, que apesar em estarem nos primeiros 4 lugares neste posicionamento, têm uma posição bastante baixa nas línguas mais faladas a nível mundial, e até mesmo nas línguas africanas onde nem sequer figuram nas vinte primeiras posições.

Não queremos dizer com isto que estas línguas específicas, e mais uma mão cheia delas que são faladas por mais de 1,5 milhões de pessoas, são pouco relevantes, atendendo que por exemplo, o norueguês é falado por 5 milhões.

Não descurando o trabalho que tem vindo a ser feito até hoje, pensamos que todos os países da lusofonia, e não apenas Angola e Moçambique,  deveriam cuidar melhor do seu património linguístico, que comparativamente a outras línguas, vai pouco além da tradição oral e algumas obras e estudos, que têm evoluído bastante nos últimos tempos, por nacionais, lusófonos e cidadãos do mundo em geral. A este nível, o crioulo caboverdiano (> 1 milhão) tem muito mais dinamismo, identidade e visibilidade.

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