Lusofonia

Chitata nosso piano Manual, nossa cultura, nossa identidade

  • Category: Notícias
  • Published: Thursday, 06 July 2017 11:00
  • Written by Lusofonia

chitataA CHITATA é um tipo de piano de mão, que faz parte dos instrumentos idiófonos afinados

Viage para nosso belo Moçambique e conheça a nossa cultura, purifica seu espirito e renove as forças.

Sobre a Chitata

É constituído por uma tábua de madeira ou cavalete, na qual estão fixadas várias palhetas de ferro através de um ou mais travessões metálicos.

O cavalete é colocado sobre ou dentro de uma cabaça, que serve de caixa-de-ressonância. O tocador, metendo as mãos dentro da cabaça, utiliza os dois polegares e, o indicador da mão direita para dedilhar as palhetas. Também se podem pôr na cabaça chocalhos ou tampinhas para produzir mais sons.

Podemos encontrar este instrumento espalhado por todo o Centro e Norte de Moçambique, com algumas variações tanto no nome como na forma.

Nas províncias nortenhas Cabo Delgado, Nampula e Niassa, entre os macuas, é vulgar o uso da chitata. No entanto, na província da Zambézia, centro do país, este instrumento toma a designação de CASSASSE.

Ainda na zona centro, província de Tete, a chitata é conhecida por SANSI. Existe também a KALIMBA, em que a boca da cabaça é coberta por uma pele de animal.

Também é concebida em outras províncias, Manica e de Sofala, centro do país, como  MBIRA e em Inhambane, província do sul do país, na localidade de Mabote, é tida  como MALIMBA.

A chitata acompanha normalmente canções.

Gestão do trabalho, família e amigos nas sociedades

  • Category: Notícias
  • Published: Tuesday, 02 May 2017 23:18
  • Written by Julia da Regina Sainda

Nas sociedades atuais tem sido um grande desafio conseguir gerir o trabalho, amigos e ainda prestar a devida atenção à família. Muitos são os que reclamam porque sua filha, amigo, pai, esposa, esposo, irmão sejam lá quem for não lhes dá atenção por alegada pressão do trabalho.

Mr. Bow, um Jovem moçambicano, relata no vídeo acima colocado em link, a experiência de gestão do tempo.

Aqui se encontra o vídeo de um dos emblemáticos da música moçambicana, Mr. Bow, nela para além da alegria que se transmite pela dança, som acompanhado de vários instrumentos da cultura moçambicana, como é o caso da Timbila que relatamos na última pubicação, Mr. Bow partilha a experiência de gestão de tempo, sendo que o músico conta que de segunda à sexta concentra-se no trabalho, mas que na mesma sexta, eles saem para comemorar com os amigos o mesmo acontece ao sábado, mas que ao domingo o dia  é expressamente para a família, (esposa). 

De certa forma Mr. Bow refere que muitos que não sabem fazer a gestão do tempo, invejam os que conseguem articular o trabalho, amigos e família. Realça a Marrabenta, nosso estilo que dança em Moçambique. Relata também que a interação, viagens e o saber aproveitar recursos,  "o dinheiro não tem dono, a vida é uma roda" (sic) " os de Inhambane conseguem dinheiro em de Gaza, os de gaza conseguem dinheiro em Maputo e estes em Inhambane". 

É uma música com grandes ensinamentos que vale a pena ver, aliás, os moçambicanos vêem na música uma forma de manifestação dos seus sentimentos, pensamentos, retalhação de injustiças. É uma forma de partilhar a sua maneira de ver a realidade com quem lhes ouve ou lhes vêem.  

Mr Bow

Timbila e sensualidade da cultura moçambicana

  • Category: Notícias
  • Published: Sunday, 30 April 2017 19:15
  • Written by Júlia da Regina Sainda

timbila

A Timbila é um instrumento de percussão, tocado com baquetas, que consiste numa série de placas de madeira dispostas em escalas sobre cascas secas de massalas, e que funcionam como caixa-de-ressonância.

Um instrumento musical da cultura tradicional moçambicana, o instrumento tem sua fama na comunidade de língua chope, mais concretamente no distrito de Zavala entre outros da província de Inhambane, no sul de Moçambique. A Timbila encontra no centro (Manica, Sofala e Tete) deste País africano, uma outra designação, Valimba, em língua sena.

A timbila (plural de mbila = 1 lâmina de madeira) apresenta a sua particularidade nas massalas (ou "maçalas"), isto é, cabaças de vários tamanhos que funcionam como caixas-de-ressonância e que se encontram por baixo de cada lâmina de madeira. Cada lâmina possui um pequeno orifício pelo qual o som é transmitido até à caixa-de-ressonância (cabaça). Esta encontra-se fixa à lâmina, através de uma mistura de componentes naturais, como cera de abelha, terra e intestino animal. Os materiais com que se constrói a mbila são fundamentais para lhe conferir o timbre típico. A sua construção, uma arte transmitida de pais para filhos, demora perto de três meses e meio. A timbila é tocada com duas baquetas que na ponta possuem um anel de borracha. Para constituir uma orquestra de timbilas, são necessários vários tipos de mbilas que se diferenciam pelo número, tamanho (em comprimento e largura) e pelo tamanho das suas cabaças.

Atualmente, por altura do verão, realiza-se um festival de timbilas, que reúne as melhores orquestras para apresentação e avaliação de novas composições musicais. Cada uma das orquestras pode reunir até vinte músicos e apenas compor uma peça por ano, sempre a partir da anterior, para que assim se mantenham as particularidades musicais de cada orquestra.

O festival de Zavala/de Timbila movimenta todo o País e pessoas fora de Moçambique, é um momento único que ninguém quer perder. Dado a vitalidade passada por esta demonstração, os mais velhos têm ensinado os jovens locais a tocar este instrumento e outros a participar como dançarinos do som da Timbila.

Sua relevância é tanta que já foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro 2005 como património cultural da Humanidade. Pelo som, pela dança adolescentes jovens expressam sua alegria neste ritmo cultural juntamente com os mais velhos, que aliás, são estes que ensinam àqueles de modo que a cultura não morra, continue, passando de geração em geração.

O contexto do país (Angola) económico e financeiramente

  • Category: Notícias
  • Published: Tuesday, 24 May 2016 11:25
  • Written by Fernando Teodósio
O contexto do país (Angola) económico e financeiramente: a situação degrada-se a cada dia que passa e de forma irreparável, sendo quase impossível obter moeda estrangeira no mercado formal. A única porta para as pessoas adquirirem divisas e também agora quase raras é no mercado informal.
Exemplo:
Dezembro de 2015 – Formal: BNA- 1 dólar = 16.000 kz(moeda de Angola)
Bancos comerciais 1 dólar = 22.000 kz
Mercado Informal – 1 dólar - 37.000.kz
 
Janeiro de 2016 - Formal: BNA e Bancos Comerciais mantiveram o valor
Mercado Informal – 1 dólar = 42.000.kz
 
Maio de 2016 - Formal: BNA não alterou mas os Bancos Comerciais teem registado a falta de divisas.
Mercado Informal – 1 dólar = 62.000.00 kz.
 
Os titulares de contas bancárias não podem transferir o dinheiro depositado nas suas contas para o estrangeiro. O Governo restringiu primeiro, mas agora quase que proibiu.
Em Angola não se pode transferir dinheiro por outras vias (Western Union, etc.). Não se pode utilizar os cartões de débito nem de crédito nem a nível nacional nem internacional.
Como vedes, a situação de Angola é do domínio internacional.
Existem documentos de análise económica que podem ajudar o entendimento da situação em Angola.
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